“Todos os nossos dias passam debaixo do teu furor; vão-se como um murmúrio (breve pensamento). Os anos de nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos!” (Sl 90: 9-10)

Precisamos valorizar cada minuto e segundo de cada dia que Deus nos dá, e prestarmos a atenção devida a cada oportunidade. Muitas pessoas passam pela vida como se fossem viver para sempre, acreditando ter o controle de tudo. Sabemos que não é bem assim…

O ano passou … o que virá?

Tem países discutindo o quanto a sociedade estaria disposta a gastar para prolongar a vida humana por mais um ano.

Qual o valor de uma vida? Como Deus vê e pensa? JESUS falou a respeito disso por 3 parábolas diferentes:

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A Ovelha Perdida

Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la? E quando a encontra, coloca-a alegremente nos ombros e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida’. Eu digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se. (Lucas 15:4-7)

Uma única ovelha dentre 100 se perdeu, o que equivale a 1% do total.

A ovelha perdida não era apenas um número; era uma vida preciosa para seu proprietário! JESUS nessa parábola estava compartilhando do grande amor de Deus pelo perdido.

“E quando a encontra, coloca-a alegremente nos ombros e vai para casa.” Não houve qualquer murmuração pelas dificuldades enfrentadas e nenhuma repreensão contra a ovelha. Ela estava cansada de tanto vaguear e o pastor deu-lhe descanso.

A ovelha é a representação de toda a humanidade, onde o Criador que sustenta e mantém todo Universo, em cujos ombros repousa todo poder, não despreza e nem se acha grande demais para ir atrás de suas ovelhas perdidas, colocá-las em seus ombros e levá-las pra casa!

A OVELHA SE PERDEU:  por sua própria vontade.

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A Dracma Perdida

“Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la? E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’. Eu digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”.  (Lucas 15:8-10)

A dracma perdida equivalia a 10% do total.

A dracma grega era uma moeda de prata, reputada como um bom salário de um dia trabalho.

10 DRACMAS tinham um valor ainda maior, sem falar o que representaria para uma mulher pobre; essas dez moedas eram comumente usadas para ornamento pela mulher casada como símbolo de fidelidade ao marido; exigia-se que não perdesse nenhuma peça para preservação de sua reputação.

…”acende uma candeia”… Esta era a única maneira da luz entrar na casa para que a mulher pudesse encontrar a moeda perdida. JESUS veio como a “Luz do mundo” para buscar o que se havia perdido.

A MOEDA representa o pecador perdido, que só se perceberá o seu valor, se for encontrada. Cada um tem valor infinito em relação à vida eterna.

MOEDA FOI PERDIDA: por negligência (descuido, desleixo, preguiça) da mulher.

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O Filho Pródigo

Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles… (Lucas 15:8-10)

Aqui a porcentagem correspondente é de 50%, mas vou um pouco mais além: de 100%. Os dois filhos estavam perdidos: um fora (afastou-se da casa Pai) e o outro dentro da própria casa.

O FILHO MAIS NOVO

O filho mais novo usou seu livre arbítrio e decidiu se afastar da casa do pai, não sabia nada sobre o alvo para o qual fora criado; cuidava dos prazeres e se esqueceu Deus, e do destino de sua própria alma. Havia uma busca que precisava acontecer dentro dele.

“…Caindo em si…”

Ele estava num estado pecaminoso, como uma espécie de “insanidade” que tomou conta da sua alma; é um estado doente da mente que só um arrependimento genuíno pode produzir cura e restauração.

Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho;…A seguir, levantou-se e foi para seu pai. “Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou. “O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’. “Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar o seu regresso. (Lucas 15:18-24)

Vestes novas, anel e sandálias: apontam para a  reconciliação, a honra e autoridade de um  homem livre que  estava perdido e foi achado…

O FILHO MAIS VELHO

“Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança. Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’. O filho mais velho encheu-se de ira e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!’ “Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. (Lucas 15:25-31)

O filho mais velho, que vivia na casa do pai, é o protótipo dos religiosos: legalista, sem compaixão pelo perdido, egocêntrico e sem amor ao próximo, e o mais agravante: sem nenhuma necessidade de arrependimento.

Ficou indignado, teve apenas dó de si mesmo; considerava-se fiel e que não era valorizado e nem recompensado por todo seu trabalho e obediência ao pai. Perdeu o sentido de filho e revelou a hipocrisia do seu coração, diante da graça manifestada pelo amor do pai.

Cuida do teu olhar… a Graça Deus Pai é para TODOS!


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