[ Lucas 24:13-25 ]

No capítulo anterior, Lucas narra toda a crucificação e condenação de Jesus. Aqui, porém, vemos a narrativa da ressurreição de Cristo, que está vivo, tendo ao terceiro dia ressurgido dos mortos. Este mesmo caminho demonstrado por Jesus, é o que seguirão aqueles que crerem. Ele mesmo foi o primeiro a nos mostrar este caminho da morte para a vida, em direção a vida eterna.

Esta conversa entre Jesus e os dois discípulos acontece no terceiro dia após a morte de Jesus. Cleopas e o outro discípulo eram próximos de Jesus, o haviam acompanhado e visto seus milagres. Estavam voltando do maior acontecimento da história, e agora trilhavam o caminho de Emaús, que representa um retrocesso, deixar de viver as promessas que foram ouvidas e desistir, voltar atrás. Em meio a dificuldade e grandeza dos acontecimentos, acabaram esfriando na fé, não puderam crer, e perderam suas esperanças. Quão arriscado é ter o coração distante de Deus!

Andando na contramão

A distância até Emaús era de 11km, e estudos mostram que levaria de 6 a 9 horas. Havia muito tempo para conversarem, e foi justamente sobre o que conversavam que indagou Jesus, ao aproximar-se deles em meio ao caminho. Imagine a importância que esses discípulos tinham para Ele, pois havendo acabado de ressuscitar dos mortos, foi direto ao encontro deles. Eles então trouxeram um relato negativo e de lamento sobre tudo o que havia acontecido.

A cena da crucificação e da morte de Jesus não saiu da mente daqueles discípulos. Nada disseram sobre todas as obras e milagres que tinham presenciado, mas apenas lamentações, porque já era o terceiro dia e nada havia acontecido. Da mesma forma acontece conosco. Tantos milagres e coisas grandiosas de Deus acontecem a cada dia diante dos nossos olhos, mas somos pegos com muita facilidade olhando para as circunstâncias, incapazes de esperar pelo tempo oportuno de Deus. Aceitamos facilmente a dificuldade, a aparência de derrota e voltamos atrás em nossa fé e decisões. As indagações que vem através dos pastores e líderes ao longo do caminho mostram o zelo de Deus para com cada um de nós.

Cleopas e o outro discípulo, assim como havia acontecido com Maria Madalena, não reconheceram de imediato a Jesus, agora em um corpo glorificado. A tristeza e ansiedade nos impede de ver a glória de Deus. Saindo do espírito, passamos a ver somente os defeitos e falhas dos que estão ao nosso redor. Os dois discípulos estavam olhando para o Cristo morto, não para a ressurreição e a vida. Pare hoje de olhar na direção que não compete a você olhar!

Corrigindo a rota

A palavra tem o poder de corrigir o caminho, trazendo a rota e direção correta. Jesus verificou a direção em que aqueles discípulos estavam indo, e então pode corrigir e apontar-lhes a rota correta. O sinal do caminho correto, é o coração ardente, conectado a presença de Deus. (Lucas 24:32). A intenção desses homens no início era voltar atrás, mas puderam se deixar ser ministrados por Deus e corrigir a rota. Cuidado com aquilo que tem feito arder o seu coração. Busque em primeiro lugar o reino de Deus.

Rumo ao destino

A palavra gerou vida em seus corações, receberam a revelação e voltaram ao propósito, voltando para Jerusalém. Voltar a Jerusalém significa olhar para as promessas, corrigindo a rota e seguindo rumo ao destino correto. Temos a escolha entre esses dois destinos: voltar a Emaús e esquecer a promessa, deixando de viver tudo aquilo que poderíamos e que nos foi entregue pelo próprio Deus, ou voltar para Jerusalém, crendo e reivindicando cada uma das promessas, seguindo o caminho que Deus projetou para cada um de nós e nossa família. A alegria voltou; paz seja com vocês!

Quando você se submeter ao Seu caminho, ele fará com que alcance as promessas que Ele mesmo um dia te entregou!


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