Disseram: “A terra para a qual fomos em missão de reconhecimento devora os que nela vivem. Todos os que vimos são de grande estatura. Vimos também os gigantes, os descendentes de Enaque, diante de quem parecíamos gafanhotos, a nós e a eles”.” ( Nm 13: v.32-33 )

Aos olhos de 10 dos 12 espias escolhidos por Moisés para espiarem à terra de Canaã, aqueles gigantes eram invencíveis. Em suas mentes o projeto da conquista da terra havia terminado, antes mesmo de começar. Concluindo: “esquece a invasão” (promessa).

Aqueles homens julgaram as coisas pelo que viram, e não por fé; somente com os olhos da fé poderiam ver além do obstáculo, aparentemente intransponível.

Todo o povo chorou e murmurou contra Moisés e Arão: “Oxalá tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto” ( Nm 14: 2 )

O espírito de rebeldia e murmuração fez com que o povo não desse ouvidos à Moisés nem a Calebe. Infelizmente o povo aceitou a avaliação feita pela maioria e começou a protestar. A falta da visão espiritual os levou à própria destruição. Deram ouvidos às pessoas erradas e aceitaram a avaliação pessimista,  esquecendo-se da promessa de Deus feita à Abraão (Genesis 15: 18).

Foi um retrocesso que assumiu proporções de uma tragédia! Todas as expectativas e sonhos sobre uma “vida nova” tinham sido destruídas.

“porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” ( Rm 1:21-22 )

“E disseram uns aos outros: “Escolheremos um chefe e voltaremos para o Egito!”” ( Nm14: 4 )

Um movimento rebelde estava crescendo rapidamente e aumentou a ponto de darem ordem para que Moisés e Arão fossem apedrejados; somente Deus seria capaz de abafar tal movimento. Em primeiro lugar, a multidão renunciou formalmente a autoridade de Moisés e Arão e,  em seguida, se rebelaram abertamente contra autoridade de Deus, dizendo: voltemos para o Egito.

Números 14:5 nos mostra Moisés e Arão erguendo um lamento e se prostrando em súplicas em favor do povo para que mudassem de atitude, e diante Deus para que fosse revertida a malignidade do povo. Em Números 14:6 -10, Josué se aliou a Calebe, rasgaram suas vestes em profunda tristeza, rebatendo o relatório negativo dos outros 10 espias, e disseram: “É terra muitíssimo boa”. É terra excelente, fértil e muito frutífera, e com a ajuda Deus, vamos conquistar o território.

“Como pão os podemos devorar”: Os inimigos seriam destruídos como se estivéssemos sentados à mesa para almoçar (tranquilos) na presença de Deus; conforme vinha acontecendo passo-a-passo, até então. Não haviam motivos para terem medo, os israelitas estavam olhando para gigantes e não para Deus.

O SENHOR interveio em favor dos seus servos, tornando visível a sua glória à todos.

O amor de Deus não muda, mesmo que não seja correspondido; no entanto, Deus não permitiu que todos aqueles que haviam “tentado ao Senhor” por mais de dez vezes entrassem na terra prometida. De toda uma geração, apenas Josué e Calebe, que se puseram na brecha, puderam entrar na terra da promessa.

Deus conta com seus servos em tempos de crise!


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